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Municipalismo e Ação

Para conter crise hídrica no Rio, Pezão pede R$ 360 mi ao Meio Ambiente

Rio de Janeiro 09/02/2015

No dia em que o principal reservatório do Rio deixou o volume morto por conta das chuvas, o governo do Estado pediu à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a liberação de verbas para obras emergenciais para ajudar no combate à crise hídrica no Rio.

Em reunião ocorrida nesta segunda-feira (8) no Rio, o governador Luiz Fernando Pezão pediu que a ministra avaliasse a possibilidade de liberação de R$ 360 milhões da União para obras no Estado até 2018.

Segundo a ministra, a liberação da verba depende de aprovação do Ministério do Planejamento. As obras incluiriam a ampliação de uma barragem na região serrana e uma captação de água da chuva na região Norte do Estado.

Durante a agenda, a ministra afirmou que a situação do Estado é menos grave do que de São Paulo. Em entrevista, ela fez uma apelo para que, independentemente da situação, a população economize água.

"O Rio não tem a condição crítica que tem hoje São Paulo ou o Espírito Santo, por exemplo. O Rio está trabalhando com reservas de água do Paraíba do Sul, do reservatório de Paraibuna, e nós estamos assegurando, em função das regras de operação do sistema Guandu, que essa água dure".

A ministra anunciou ainda que a vazão do Paraíba que chega ao rio Guandu, que abastece a capital e a região metropolitana, deverá ser reduzida pela quarta vez nos últimos seis meses para conservar a água dos reservatórios.

Segundo Teixeira, o vazão deverá ir para 110 metros cúbicos por segundo, depois de já ter sido reduzida ao longo do ano passado de 190 m³/s para 160 m³/s e depois para os atuais 140 m³/s.

A vazão baixa do Guandu traz um problema para as empresas que captam água no final do rio, próximo ao mar. A redução da força das águas acaba permitindo que a água salina do mar invada o leito do rio e prejudique a captação de grandes industrias instaladas no região do polo de Santa Cruz, zona oeste do Rio, como CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) e Gerdau.

Nesta segunda, o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, afirmou que está em estudo a construção de uma espécie de dique onde o rio desemboca no mar que evitaria que a cunha salina avançasse. Essa seria uma solução mais barata, já que a sinalização do governo é a de que as próprias empresas terão de arcar com os custos de construção do dique. A ideia anterior seria criar uma estação de bombeamento 14 quilômetros acima de onde as empresas captam, o que seria muito mais caro. Um gabinete de emergência foi criado para acompanhar a situação diariamente.

RESERVATÓRIO

A reunião com a ministra ocorreu um dia depois de o principal reservatório do rio Paraíba do Sul, a única fonte de abastecimento de água do Estado do Rio, saiu do volume morto no último domingo (8).

O nível do Paraibuna, que fica na cabeceira do Paraíba do Sul e influencia toda a vazão que corre para outros três reservatórios do sistema, chegou a 0,08%, após 19 dias no volume morto.

A média dos quatro reservatórios do Paraíba do Sul estava no último domingo em 2,17%, volume 0,96 ponto percentual maior que o 1,21% da última quinta. Com a recuperação de Paraibuna, apenas um reservatório dos quatro do sistema do Estado permanece no volume morto: o de Santa Branca. Os dois restantes subiram de volume na última semana para 3,19% e 13,05%.

O Paraibuna tem dois usos: geração de energia e abastecimento. Chegar ao volume morto significa que a barragem não tem mais água suficiente para gerar energia, mas que ainda tem para consumo humano.

Ele fica na cidade de mesmo nome no Vale do Paraíba paulista e é compartilhado entre os dois Estados. O governo do Rio calcula que dos cerca de 2,098 trilhões de litros de capacidade do volume morto do Paraibuna, 400 bilhões de litros sejam de direito do Estado. O volume é maior que os 328,5 bilhões de litros de água dos reservatórios do sistema cantareira, do qual a primeira cota já foi totalmente consumida.

O governo calcula que a água abasteceria cerca de 12,5 milhões de pessoas na capital e região metropolitana no Rio por cerca de seis meses.

LUCAS VETORAZZO
DO RIO
FELIPE DE OLIVEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

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